Canetas tinteiro da Lamy e Pelikan
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| Canetas tinteiro da Lamy (abaixo) e Pelikan (na horizontal, acima) |
Canetas tinteiros não são, exatamente, instrumentos para desenho. São instrumentos para escrita, primordialmente, mas, se adaptam bem, dependendo do modelo, para esse fim. Os modelos que apresento aqui, são as das empresas alemãs Lamy e Pelikan.
Tenho há anos, uma pequena coleção de canetas tinteiro Lamy (na foto acima, só estão algumas) que sempre quis adquirir após ter ganho uma de meu amigo Emílio Font. Também tenho como referência, meu pai, que por um bom tempo, enquanto contabilista, utilizava algumas tinteiros para escrever. Jorge Paiva, meu grande amigo, também colecionador de canetas tinteiro utiliza as suas, o que também me fez, como resumo da ópera, querer adquirir as minhas. Mas, nunca fui fã dos modelos clássicos da Parker, Mont Blanc, etc., de desenho mais rebuscado. Encontrei na Lamy o design, a qualidade e, principalmente, o preço que queria (existem canetas que chegam a mais de R$ 5.000,00 a peça...).
Pois bem. Os modelos Safari da Lamy, com corpo plástico (são co-irmãs dos modelos All-Star em alumínio da Lamy), são boas canetas que unem qualidade de escrita, servem para desenhos rápidos e possuem, ainda, no mercado desse tipo de caneta, um preço razoável (que vai de R$ 120,00 a R$ 180,00). Corpo plástico resistente, clipe marcante e design da base que garante uma pega boa na escrita e no desenho. Suas penas não são flexíveis como algumas usadas para desenho, especificamente, mas te dão traços firmes se a tinta for de qualidade e se o papel for mais liso. Mas também é possível utilizá-la em papéis mais ásperos, tomando-se o cuidado para não entupir as penas das canetas. Em geral, esses modelos da Lamy vem como pena média (M), mas adquiri tempos atrás, algumas penas bold (B) que dão traços mais grossos. Esse modelo tem ainda uma boa vantagem: suas peças são intercambiáveis e fáceis de trocar. Até entre outros modelos da marca. Uso para carregar a tinta, reservatórios/conversores tipo pistão da própria Lamy (Z24/Z26). A tinta, você encontra de várias marcas, mas o ideal é sempre usar as tintas próprias da marca de sua caneta (as da Scheaffer são as que possuem melhor preço com qualidade).
As Lamy Safari da imagem são as de cor preta, vermelha e azul. A transparente, também em plástico, já possui outro nome: Vista. Mas é igual às suas irmãs. A comprida, é um modelo especial da Lamy para caligrafia, chamada Joly. Pela intercambialidade das penas da Lamy, é possível trocar a pena em formato itálico (chanfrada na ponta e com espessura de 1.5 mm) da Joly por uma bold, por exemplo. Mas as chanfradas também dão traços bem interessantes para o desenho, variando de grossos à finos de acordo com a posição que se trace com a pena. Seu comprimento ajuda muito na hora do desenho (você pode até trocar os corpos da canetas entre elas, caso queira).
A caneta mais acima do conjunto, na horizontal, é um modelo lançado pela Pelikan, voltada para "teens" (por isso com um preço bom, já que as Pelikan, tradicionalmente, são bem caras). Esse modelo th.Ink da Pelikan é uma bela caneta de design, boa de pega (com o corpo triangular abaulado) e com um pena que é mais flexível que as Lamy, e, ainda mais barata, em média, que estas. Paguei na época, menos que R$ 100,00 por esta caneta. Ela vem se mostrando muito boa para se escrever e para desenhar, sendo que sua pena M, chega próxima à B da Lamy. O conversor de tinta tipo pistão da Pelikan é vendido pela própria empresa ou pode-se utilizar um modelo de "entrada" universal. O traço da caneta é firme e mais constante que as Lamy. Bem leve e o contraste de sua superfície laqueada com a outra parte fosca é detalhe a parte desta caneta.
Bom, seguem como dicas canetas que unem a função da escrita e do desenho de forma competente, elegante e com qualidade.
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